sexta-feira, 23 de agosto de 2019

"Nossa casa queima" - Para o presidente Macron, a Amazônia é a casa da mãe Joana

Notre-Dame / Foto: Reprodução

Na última quinta-feira (22), o presidente da França Emmanuel Macron, declarou nas redes sociais a seguinte frase: "Nossa casa está queimando". Se referindo ao momento de terror que vive a Amazônia.

Declaração infeliz do presidente francês.

Quando a Catedral de Notre-Dame ardia em chamas em abril de 2019, vimos mais de 800 anos de história virar cinza. O mundo lamentou profundamente, mas nenhum chefe de Estado chegou a declarar que "sua história e cultura estavam queimando". 

A catedral de Notre-Dame é patrimônio da humanidade, mas antes de tudo, é um patrimônio do povo francês. Assim como a  Amazônia. 

Estamos assistindo a destruição da nossa principal riqueza natural. Países do mundo inteiro desejam colocar suas mãos neste patrimônio que pertencem aos brasileiros.

É preciso repudiar ferozmente a declaração do presidente francês. França não tem nada que interesse aos brasileiros, a não ser os livros do historiador Marc Bloch, as músicas de Edith Piaf e a Catedral de Notre-Dame - em reconstrução. Nada mais!

O Ministro Ricardo Salles é um incompetente e não tem mais a mínima condição de continuar no Ministério do Meio Ambiente. A política insana do presidente Jair Bolsonaro, até o momento não trouxe nenhum beneficio ao Brasil.

A Amazônia arde em chamas e o governo Bolsonaro arde em ignorância. Enquanto isso, espertalhões acham que podem cuidar da nossa casa melhor do que nós brasileiros!

Se não aprendermos a cuidar da Amazônia, existem outros, que estão loucos para cuidar! 

A soberania do Brasil deve ser respeitada, e mesmo neste momento triste, o mundo precisa saber e escutar em alto e bom som: a Amazônia é nossa! 

Nossa! Presidente Macron.







segunda-feira, 19 de agosto de 2019

E o pulso, ainda pulsa?

"Aqui ninguém segura". Foto: Reprodução

Para quem é professor, sabe o quanto é difícil criar e conquistar sua reputação. Manter então, é muito mais difícil! Porém, para perder tal reputação, basta apenas um simples vacilo, num estalar de dedos, e sua reputação vai para o esgoto. Recuperá-la, é uma missão quase impossível. Sem reputação, o professor perde seu prestígio diante da comunidade estudantil.

O Secretária de Educação Luiz Castro, tem agora essa missão: recuperar o prestígio que perdeu no governo de Wilson Lima.

Não tenho dúvidas que é um homem íntegro. Apesar de não conhecer pessoalmente. Acredito, porque sempre acompanhei suas lutas, enquanto ele era deputado estadual do Amazonas. Luiz Castro realizou bons combates.

Talvez não deveria ter aceitado o cargo que hoje exerce, capacidade tem, mas parece lhe faltar liberdade para fazer as coisas do seu jeito.

Hoje, o secretário parece acuado. 

Existem boatos que Luiz Castro será substituído. Talvez perca o cargo para Deputada Estadual Professora Terezinha Ruiz.

Especulações nos bastidores da política cabocla, não faltam!

"Neste pulso ninguém segura", esse era o jargão do secretário. Parece que conseguiram segurar. 

Quando irão soltar? 

Quando soltar, será se o pulso, ainda pulsa?




  





  

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Não acabe com o cocô, presidente!

Presidente Jair Bolsonaro

Hoje eu não queria escrever nenhum texto. Queria escrever uma poesia. Uma poesia silenciosa e livre em homenagem ao cocô.

Palavra dissílaba que insisti em sair da boca do nosso Chefe de Estado. Palavra tão pura e simples: cocô.

Foi na cidade de Parnaíba - PI, única cidade piauiense banhada pelo Oceano Atlântico. Cidade litoral - já estive naquele lindo pedaço de chão, e lá também fiz cocô - o Presidente da República Federativa do Brasil, ao se referir a esquerda brasileira, declarou em alto e bom som: "Vamos acabar com o cocô".

Não faça isso meu Presidente, não acabe com o cocô!

Segundo Sigmund Freud, o ato de cagar é prazeroso e psicológico. Vamos fazer cocô? Cocô a torto e a direita!

Um dia ainda seremos cocô.

Quando os nossos corpos apodrecidos, serão devorados por vermes... Eis, que vem a inspiração dos versos imortais de Augusto dos Anjos, anarquicamente, agindo no meu subconsciente. Tais vermes farão de nossa carne o seu próprio cocô. 

Acho que verme caga! Não caga?

O povo brasileiro tem um único prazer hoje, e, é, fazer cocô.

Não acabe presidente com o único prazer desse povo sofrido. Deixe o povo fazer cocô!

Mesmo que seja um dia sim, e outro não! 




quarta-feira, 14 de agosto de 2019

É preciso reagir!

Até onde vai a pacificidade do povo brasileiro?


O brasileiro tem uma reputação de ser festivo e recepcionista. O carnaval e o futebol são representatividades fortes no imaginário dos gringos, aqueles que não nós conhecem de fato.

Somos um povo pacifico. Talvez, até pacifico demais.

O que vem ocorrendo na atual conjuntura que retira direitos adquiridos da classe trabalhadora, conquistada ao longo do tempo, é um desastre para a geração futura. Estamos sendo coniventes com a criação de uma nova forma de escravidão.

Sem aposentadoria!

Sem direitos!

Sem folga!

Quem sabe em um futuro próximo, sem décimo terceiro e férias?

Tudo para engordar os bolsos gulosos da nossa ambiciosa elite. Assistimos inertes sem nenhuma reação! Bestializados, como diria o historiador José Murilo de Carvalho.

Atualmente, trabalhador brasileiro não se encaixa na terceira Lei de Newton: "para toda ação, sempre há uma reação de mesma intensidade e direção, porém, sentidos opostos". Claro que não se trata de Física, mas de luta de classe!

É preciso levar ao conhecimento dos trabalhadores brasileiros os males que o governo Bolsonaro está nos causando.

A nível nacional, não temos uma liderança que realmente cative a classe trabalhadora. A era do sindicalismo parece que aos poucos vem se esfarelando.

A esquerda do nosso país não consegue chegar  ao trabalhador mais humilde, mesmo neste momento onde as redes sociais proporcionam uma comunicação mais rápida e eficaz. A esquerda brasileira é intelectual demais! Pacífica demais!

Enquanto os direitos trabalhistas vão descendo ladeira abaixo.

É necessário partir para o enfrentamento, contra a minoria brasileira. Essa minoria não são os negros, não são os pardos, não são os brancos pobres, não são os LGBT's, e tão pouco os movimentos sociais. Ao contrário, unidos somos a maioria. A minoria é a elite brasileira que a cada dia se apodera dos nossos direitos e sonhos.

No Brasil de Jair Bolsonaro, pobres serão mais pobres, ricos serão mais ricos e a classe média será extinta!

É preciso reagir!






terça-feira, 13 de agosto de 2019

Uma imagem para História

Foto: Leo Otero

A imagem acima, rodou as redes sociais logo pela manhã, nesta terça-feira (13), onde ocorreu vários atos de manifestações no Brasil contra os cortes orçamentários da educação pública. As manifestações têm como alvo as atrocidades realizadas pelo governo de Jair Bolsonaro.

A fotografia foi tirada pelo jornalista paulista Leo Otero, é impressionante.

Em Brasília, uma mulher indígena, amamentando sua filha, luta contra a barbaridade que os povos originários estão sendo vítimas. 

Com o incentivo do governo Bolsonaro, terras indígenas estão sendo invadidas pelo agronegócio e grupos de garimpeiros.

A imagem é um grito de socorro e resistência. 

Os povos originários vêm resistindo desde que tiveram o primeiro contato com os homens brancos. Em 1500, eram cerca de 8 milhões de nativos, hoje não passam de 800 mil indivíduos.

Mais de 500 anos depois, a resistência continua.

Na imagem, mãe e filha unidas pelo leite materno, o láctea da vida.

A fotografia é forte. É quase possível sentir o eco de suas vozes vibrando pela tela do smartphone.

Uma luta pela sobrevivência.

Nas mãos da brava guerreira, um chocalho.

Não são panelas!

Não são placas de ruas rasgadas com o nome de Marielle Franco!

Apenas chocalhos.

Chocalhos que emitem o som dos bravos guerreiros do passado, bravas guerreiras do presente e do futuro. Eles fazem ecoar o grito dos povos originários.

Hoje e sempre!  

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O que os argentinos podem nos ensinar?

Esquerda vence primárias na Argentina

Os argentinos foram ontem às urnas, domingo (11), para participarem das primárias, que escolhe os dois principais candidatos que irão  disputar as eleições em  27 de outubro, ainda neste ano.

Por uma vantagem de 15%, Alberto Fernández conseguiu 47% dos votos, venceria no primeiro turno o atual Presidente Maurício Macri, que tenta reeleição.

É possível que a esquerda Argentina volte ao poder. 

O caminho que o Brasil deve seguir, já que nestes oito meses de governo Bolsonaro, nada foi feito para melhorá de fato, a vida do trabalhador brasileiro.

Problemas como o alto índice de desemprego, nepotismo, corrupção, exploração descontrolada da Amazônia, entre outras situações, faz com que o governo Bolsosnaro, seja um total desastre, até mesmo para os seus apoiadores mais radicais.

A vitória de Alberto Fernández e Cristina Kirchner é uma luz no fim do túnel na América Latina. É preciso que o Brasil e suas lideranças políticas de esquerda sigam o seu exemplo.

É necessário a  unificação das esquerdas brasileiras para derrotar a extrema direita de Bolsonaro!

Alberto Fernández e Cristina Kirchner, só conseguiram derrotar Macri, com a aliança que fizeram, caso contrário, Maurício Macri, não perderia.

Unificação é o caminho.

¡Muchas gracias Argentina!







sábado, 10 de agosto de 2019

Ócios do ofício

"Fazer cocô dia sim, dia não". Jair Bolsonaro

Depois que o Presidente Jair Bolsonaro, sugeriu que poderíamos ajudar o meio ambiente fazendo "cocô dia sim, dia não", resolvemos publicar o texto do Professor Robeilton Gomes.

Esperamos que os eleitores mais fervorosos do presidente levem a risca a sua sugestão e ajudem o nosso meio ambiente.


Por Robeilton de Souza Gomes - Facebook

Esses dias uma postagem de uma pessoa me fez lembrar um episódio marcante da minha trajetória inicial de estudante de História. A postagem dizia: "eu votei no bolsonaro mesmo e não estou arrependido!" Não tive como não rir da teimosia.

Lá pelos idos de 2006, mesmo ano em que iniciei a graduação, tive que ficar algumas vezes com meu avô no Hospital Beneficente Portuguesa, em Manaus. Perto do leito dele tinha um senhor de sanidade já claudicante que todos os dias fazia suas necessidades fisiológicas na frauda. Nada incomum senão pelo fato dele se recusar a todo custo a retirar a frauda suja e se deixar limpar pelas enfermeiras. Todo dia era a mesma coisa, aquela cena toda em meio à gritaria. Os familiares, coitados, morriam de vergonha, não só pelo estado, pelo mau cheiro, como pelas ofensas que ele desferia contra todos que tentavam ajuda-lo: "Socorro, eles querem me matar...me deixa...sai daqui...vocês querem minha aposentadoria...seus diabos".

Todo dia era a mesma cena! Eu ficava admirado com a paciência das enfermeiras que recebiam aquelas agressões todas, mas, continuavam fazendo aquele trabalho asqueroso com um aparente sorriso no rosto: "calma vôzinho, é para o seu bem!" E quando os parentes, mortos de vergonha, pediam desculpas, elas respondiam: "que nada, já estamos acostumadas!" Eu só comigo pensava: "meu Deus, ainda bem que vou ser professor de História e não terei que tentar limpar a bosta de ninguém, enquanto ainda sou ofendido por isso".

Um belo dia, já perto do meu avô ter alta, lá estou eu acompanhando-o, e nosso vizinho de leito ali, firme nos seus propósitos.

Nesse dia ele resolveu caprichar. Liberou uma "postagem" daquelas insuportáveis que deve ter interditado o pavilhão todo do hospital. E lá vem as distintas moças cumprir seu pesaroso serviço. Mas, nesse dia ele realmente estava disposto a se superar. Quando elas se aproximaram, ele disparou: "saiam daqui suas pragas, vão procurar o que fazer, vocês se incomodam até com a merda da gente!" Ninguém aquentou, nem os outros pacientes: o riso foi geral!

Quem lida com pessoas nessa condição sabe o quanto é difícil, às vezes, manter a necessária calma, a paciência, ainda que elas nos façam rir de vez em quando!