domingo, 8 de setembro de 2019

Yesterday: não é um grande filme, mas vale muito a pena assistir

Imagine se apenas você lembrasse dos Beatles - Imagem/Divulgação

Quando vi pelas redes sociais o trailer do filme Yesterday, achei uma grande sacada a ideia de uma única pessoa no mundo - no caso do filme, apenas três pessoas - lembrarem da obra dos quatro garotos de Liverpool: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Os caras que criaram a maior banda de todos os tempos: The Beatles!

A história do filme conta um amor mal resolvido ainda na adolescência, entre os protagonistas Jack Malik (Himesh Patel) e Ellie Appleton (Lily James).

Depois de um apagão global, Jack sofre um acidente e acorda no hospital. Ao ser liberado, é recebido pelos amigos e ganha um lindo violão. Jack, cantar a música que é título do filme. 

Todos ficam emocionados com a canção, mas ninguém sabe quem é o compositor, e acham que é o Jack. Ninguém lembra dos Beatles!

Jack, passa então a cantar as músicas dos Beatles em bares e poucos conseguem enxergar o potencial das melodias e das letras nas canções. Jack, passa a pensar que o problema não é a música, e sim, ele próprio. 

Talvez lhe falte talento, ou alguém com sensibilidade para reconhecer a grandiosidade das músicas que cantava. Foi o que ocorreu. 

Convidado para gravar uma demo num estúdio caseiro, as músicas são divulgadas em vídeos, via internet. O sucesso é imediato e chama a atenção de uma grande gravadora, que tem a intenção de apenas lucrar com o "talento" de Jack.

Jack faz um grande sucesso nas redes sociais e em pré-show de um artista já reconhecido pelo grande público, quando descobre que não é o único que se lembrava das músicas dos Beatles. Havia dois personagens que também lembravam da banda de Liverpool.

Neste encontro, Jack consegue o endereço de um dos Beatles. A lógica seria encontrar os dois Beatles ainda vivos: Paul e Ringo. Mas para a grande surpresa, Jack encontra John Lennon, aos 78 anos de idade. John não havia perdido a vida com quatro tiros,  na noite de 8 de dezembro de 1980.

John Lennon, sem os Beatles e com todo o sucesso que fez, estava vivo e velho, morando em lugar simples e feliz. 

Outra cena muito forte, é o momento em que um dos personagens que lembra da banda, cita mais ou menos a seguinte frase: "o mundo seria muito mais escuro sem as músicas dos Beatles".

No momento em que a sociedade brasileira assisti autoridades  perseguindo livros, como aconteceu na Bienal do Livro, na semana passada no Rio de Janeiro, onde o prefeito Marcelo Crivella, mandou recolher os livros da Marvel, é a demonstração do momento arriscado que corre a nossa frágil democracia. 

O mundo certamente seria muito mais escuro:

Sem livros!

Sem poesia!

Sem música!

Sem teatro!

Sem Beatles!

Sem arte!

O filme Yesterday, talvez não concorrerá a nenhum Oscar, mas já ganhou minha admiração, pela ousadia e genialidade da ideia.


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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Racismo: uma herança de 300 anos de escravidão

Brasil: 300 anos de escravidão - Imagem/Divulgação

O vídeo que foi divulgado ontem, pelas redes sociais, que mostra um adolescente afro-brasileiro, sendo chicoteado com fio elétrico por roubar uma barra de chocolate em um supermercado no São Paulo é assustador!

Traz a tona a barbárie e a memória de pouco mais de 300 anos de escravidão que ocorreu no Brasil. Não queremos defender o ato cometido pelo adolescente, qualquer furto é um erro. Mas a forma como foi castigado pelo seu erro, é inaceitável. 

O adolescente, com o corpo nu, foi humilhado e chicoteado por dois seguranças do supermercado!  

O ato covarde, gerou diversas discussões nas redes sociais sobre racismo. O Brasil foi um dos primeiros países da América a adotar a escravidão e o último a abolir a escravidão. 

O Tráfico Negreiro - tráfico de homens, mulheres e crianças negras - era um negócio extremamente lucrativo. Milhares de negros foram capturados e retirados contra a sua vontade da velha mãe África. 

A economia brasileira, que vai da produção do açúcar, até a produção do café, foram gerados sobre os ombros dos negros escravos. O negro não era visto como um ser humano, mas como uma coisa, um objeto. 

Em 1888, quando foi assinada a Lei Áurea¹, que tornava extinta a escravidão no Brasil, havia apenas dois artigos na nova lei. 

A lei não falava de educação, moradia e tão pouco trabalho assalariado para os negros brasileiros. A nova lei só deixava claro que a escravidão havia sido extinta no Brasil.   

Muitos negros se recusaram a deixarem as fazendas onde eram escravos, isto devido ao futuro incerto. 

Depois de 121 anos da Lei Áurea ser assinada, o chicote ainda estala nas costas dos afro-brasileiros. Dezenas de adolescentes e  jovens negros morrem diariamente nas periferias do Brasil. A escravidão acabou, mas nos deixou uma herança maldita, chamada: racismo! 




Referência:




   

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Sem bolsas, sem sonhos, sem futuro...

Sem dinheiro do CNPq, não há bolsistas - Imagem: Divulgação

Triste realidade no Brasil. Os alunos medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática, que recebem bolsas de R$ 100, poderão perder em breve essa ajuda financeira do Governo Federal.

O Ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes, já decretou que não há verbas para manter as bolsas. Sem bolsas, muitos alunos serão obrigados a desistirem dos seus estudos.

A verba que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico - CNPq -, destina aos estudantes, é muito importante, principalmente para os alunos de famílias humildes.

A Rede Globo, que ajudou no golpe contra a Presidenta Dilma Rousseff em 2016, assim como ajudou no golpe que levou os militares ao poder em 1964, realizou a reportagem que foi apresentada pelo  programa de televisão, Fantástico, no último domingo (01).

Ver a estudante do município de Cocal do Alves (PI), chorando por saber que pode ter o seu futuro prejudicado por causa de uma bolsa de R$ 100, enquanto dezenas de políticos do nosso país roubam milhares e milhares de reais todos os anos dos cofres públicos, é revoltante.

Um tapa no rosto da sociedade brasileira.

Não é preciso pesquisar para lembrar dos fatos de corrupção que já ocorreram e continuam a ocorrer no Brasil.

Quando os políticos brasileiros deixarão de pensar em seus bolsos, e passarão a pensar no povo? 

Até quando vamos tolerar a corrupção, que destrói os sonhos da nossa juventude?

Até quando?


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sábado, 31 de agosto de 2019

I Corrida Gilberto Mestrinho: educação e esporte de mãos dadas

Alunos da Escola Estadual Gilberto Mestrinho - Foto: Profa. Suzy

Ocorreu neste sábado (31), logo pela manhã, a I Corrida e Caminhada Gilberto Mestrinho, realizada pela Escola Estadual Gilberto Mestrinho - Distrito Leste 5 - no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus.  O evento contou com a participação de dezenas de alunos e a comunidade estudantil.  

A corrida, que teve um percusso de 5 Km, tinha como objetivo integrar e incentivar alunos para a prática do esporte.

O evento foi idealizado pela  Professora Daiane Batista,  com a ajuda dos alunos/integrantes do Grupo Estudantil da escola.

Para a professora Daiane, o "evento foi muito positivo, pois contou com a participação de tantos alunos. Sendo que nossa comunidade precisa de mais ações que envolvam esporte e juventude. Hoje foi 100%, para a primeira vez! Ano que vem tem mais!"  

O aluno Andrew Paulo, 2° Ano do Ensino Médio, turno vespertino, foi o primeiro colocado na categoria masculina. Realizou o percurso em 17 minutos travados. Andrew, ficou muito emocionado com a vitória. "Pensei que não ia vencer. Havia um cara na minha frente, mas pensei em Deus e segui em frente. Passei do garoto e venci!". Relatou o campeão.

Na categoria feminina, venceu Larissa Lima,  aluna do 1° Ano do Ensino Médio,  turno matutino. Os vencedores Andrew e Larissa, além de ganharem medalhas, receberam uma premiação de R$ 100,00, cada um.

Grande parte do sucesso do evento se deve ao apoio do Gestor Leonardo Pinheiro, que não mede esforços para ajudar nas atividades extraclasses que são desenvolvidas na escola. 

O Gestor Leonado, fez a seguinte declaração: "Foi uma grande festa, a I Corrida Estudantil da Escola Estadual Gilberto Mestrinho, evento realizado em comemoração ao dia do Estudante. Esporte e educação sempre andaram juntos, e é com muito carinho que foi pensada esta atividade a vocês, foi muito show! Ano que vem tem mais. Obrigado professores e alunos por se envolverem em nossa atividade esportiva, esporte é vida, esporte é saúde".

Mesmo com recursos escassos, a Escola Estadual Gilberto Mestrinho, provou que com criatividade, vontade e muito trabalho, pode-se realizar grandes eventos. Imagine se as escolas estaduais civis pudessem desfrutar os fartos recursos das APMC's das escola militares? O céu seria o limite!

Que outras escolas sigam o exemplo da Escola Estadual Gilberto Mestrinho.

Parabéns a todos! 

Vencedores da I Corrida e Caminhada Gilberto Mestrinho

Masculino:

1° Andrew Paulo
2° Mateus Martins
3° Ronilson

Feminino:

1° Larissa Lima
2° Josefa Vasconcelos
3° Daiane Vitória

Algumas imagens...
Andrew Paulo

Larissa Lima

Largada

Premiação feita pela Profa. Daiane Batista

Diretor Leonardo, professores, funcionários e Grêmio Estudantil

 Prof. Adonay

Momento da premiação

Professores...





segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O amor não tem idade

Macron e Briggite Macron - Foto: Divulgação

A língua afiada do Presidente Jair Bolsonaro não tem limite. Parece que o presidente tem sempre a intenção de criar polêmicas e machucar, sem pensar nas consequências.

A última vítima foi a esposa do presidente da França, a Primeira-Dama Briggite Macron. Após um poste de um meme, feito por um dos seus seguidores, onde há uma descarada comparação entre Michelle Bolsonaro e Briggite Macron.

A primeira-dama francesa, é mais velha que seu marido 24 anos. Um amor que ocorreu na sala de aula. Já que Briggite foi professora do Presidente Macron.

Em um país machista como o Brasil, a relação de uma mulher mais velha com um homem mais jovem, é quase uma aberração! Nosso presidente provou tal situação, por sua incapacidade de perceber que o amor não tem idade.

É lamentável que um chefe de Estado se preste a uma situação tão constrangedora. Enquanto temos problemas sérios a serem tratados no Brasil, como a reforma da previdência, os cortes orçamentários nas universidades públicas e o desastre das queimadas que sofre a Amazônia.

Mais uma vez Bolsonaro perdeu a oportunidade de ficar calado. E mais uma vez, sofreu humilhação diante do mundo, assim como todos os brasileiros.

O Presidente Macron fez a seguinte declaração: "O que eu posso dizer a vocês? É triste, é triste, mas é em primeiro lugar triste para ele e para os brasileiros", afirmou, acrescentando que espera que os brasileiros "tenham um presidente que se comporte a altura".

É triste. Muito triste!

Até quando?
  

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

"Nossa casa queima" - Para o presidente Macron, a Amazônia é a casa da mãe Joana

Notre-Dame / Foto: Reprodução

Na última quinta-feira (22), o presidente da França Emmanuel Macron, declarou nas redes sociais a seguinte frase: "Nossa casa está queimando". Se referindo ao momento de terror que vive a Amazônia.

Declaração infeliz do presidente francês.

Quando a Catedral de Notre-Dame ardia em chamas em abril de 2019, vimos mais de 800 anos de história virar cinza. O mundo lamentou profundamente, mas nenhum chefe de Estado chegou a declarar que "sua história e cultura estavam queimando". 

A catedral de Notre-Dame é patrimônio da humanidade, mas antes de tudo, é um patrimônio do povo francês. Assim como a  Amazônia. 

Estamos assistindo a destruição da nossa principal riqueza natural. Países do mundo inteiro desejam colocar suas mãos neste patrimônio que pertencem aos brasileiros.

É preciso repudiar ferozmente a declaração do presidente francês. França não tem nada que interesse aos brasileiros, a não ser os livros do historiador Marc Bloch, as músicas de Edith Piaf e a Catedral de Notre-Dame - em reconstrução. Nada mais!

O Ministro Ricardo Salles é um incompetente e não tem mais a mínima condição de continuar no Ministério do Meio Ambiente. A política insana do presidente Jair Bolsonaro, até o momento não trouxe nenhum beneficio ao Brasil.

A Amazônia arde em chamas e o governo Bolsonaro arde em ignorância. Enquanto isso, espertalhões acham que podem cuidar da nossa casa melhor do que nós brasileiros!

Se não aprendermos a cuidar da Amazônia, existem outros, que estão loucos para cuidar! 

A soberania do Brasil deve ser respeitada, e mesmo neste momento triste, o mundo precisa saber e escutar em alto e bom som: a Amazônia é nossa! 

Nossa! Presidente Macron.







segunda-feira, 19 de agosto de 2019

E o pulso, ainda pulsa?

"Aqui ninguém segura". Foto: Reprodução

Para quem é professor, sabe o quanto é difícil criar e conquistar sua reputação. Manter então, é muito mais difícil! Porém, para perder tal reputação, basta apenas um simples vacilo, num estalar de dedos, e sua reputação vai para o esgoto. Recuperá-la, é uma missão quase impossível. Sem reputação, o professor perde seu prestígio diante da comunidade estudantil.

O Secretária de Educação Luiz Castro, tem agora essa missão: recuperar o prestígio que perdeu no governo de Wilson Lima.

Não tenho dúvidas que é um homem íntegro. Apesar de não conhecer pessoalmente. Acredito, porque sempre acompanhei suas lutas, enquanto ele era deputado estadual do Amazonas. Luiz Castro realizou bons combates.

Talvez não deveria ter aceitado o cargo que hoje exerce, capacidade tem, mas parece lhe faltar liberdade para fazer as coisas do seu jeito.

Hoje, o secretário parece acuado. 

Existem boatos que Luiz Castro será substituído. Talvez perca o cargo para Deputada Estadual Professora Terezinha Ruiz.

Especulações nos bastidores da política cabocla, não faltam!

"Neste pulso ninguém segura", esse era o jargão do secretário. Parece que conseguiram segurar. 

Quando irão soltar? 

Quando soltar, será se o pulso, ainda pulsa?