quarta-feira, 12 de junho de 2024

SEMASC realiza caminhada contra o trabalho infantojuvenil no Bairro Colônia Antônio Aleixo

Concentração do evento

Ocorreu nesta quarta-feira (12/06), a "Caminhada alusiva ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil".

A caminhada foi realizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania - SEMASC.

A concentração do evento aconteceu no Campo da Comunidade da Fé, nesta manhã, às 8h, no bairro  Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus.

O evento teve início com a execução do Hino Nacional, executada pela Banda Marcial Aristóteles Comte de Alencar.

Fanfarra - Banda Marcial 

Estava presente na caminhada praticamente todas as escolas municipais e estaduais do bairro.

A caminhada teve a participação de alunos, professores, familiares e membros da SEMASC, que tomaram conta da principal avenida do bairro, Getúlio Vargas. 

"Diga não ao trabalho infantil", era o grito de ordem que ecoava na Av. Getúlio Vargas, dado pela Chefe de Divisão Média Complexidade, Márcia Helena e os participantes, durante toda a caminhada.

Chefe de Divisão Márcia Helena,
no meio dos alunos da Escola São Luis

Para a Chefe de Divisão Helena Silva, "o evento tem muita importância para nós, pois identificamos muitas crianças que são levadas pelas famílias para trabalharem nos nos sinais,  A maior demanda dessas crianças é do bairro da Colônia, onde ocorrem mais casos".

Também estava presente na caminhada a Subsecretária Graça Prola. Uma guerreira, quando o assunto se trata de lutar pelos direitos das crianças.

Subsecretária Graça Prola

Para a Subsecretária Graças Prola, "precisamos sempre lembrar e denunciar que criança não pode trabalhar. Quem deve prover as necessidades da família, somos nós adultos. Essa atividade não é isolada, estamos sempre na luta".

O evento chegou ao fim com a distribuição de merenda para todos os participantes, diante da Igreja Católica Nossa Sra. das Graças. 

Veja alguma imagens da caminhada:

Av. Getúlio Vargas - Colônia

Alunos: "Diga não ao trabalho infantil"

Igreja Nossa Sra. das Graças








terça-feira, 11 de junho de 2024

O Estado do Paraná será o berço dos primeiros professores terceirizados do Brasil

Tripalium - Imagem/Reprodução

Considerado um dos fundadores da Sociologia, Max Weber (1864-1920), diria que "o trabalho dignifica o homem".

A palavra trabalho vem do latim tripalium, termo formado pela junção dos elementos tri, que significa “três”, e palum, que quer dizer “madeira”.

Tripalium era o nome de um instrumento de tortura constituído de três estacas de madeira bastante afiadas e que era comum em tempos remotos na região europeia.

Desse modo, originalmente, "trabalhar" significava “ser torturado”¹.

Nada é mais torturante do que trabalhar e não receber pelo seu trabalho. Não existe dignidade nessa situação.

Imagem/Reprodução

Muitos funcionários terceirizados que prestam serviços para as instituições públicas do nosso Estado conhecem essa realidade. 

Trabalham arduamente, mas no dia de receber pelo seu trabalho, ficam a ver navios. 

Como se não tivessem contas para pagar no final do mês e família para sustentar. 

Essa triste realidade de muitos servidores terceirizados (que todos conhecem), poderá  fazer parte da realidade dos profissionais de educação que realizam o Processo Seletivo Simplificado - PSS, em todo o país.

Imagem/Reptodução

O primeiro passo foi dado, graças ao governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD). 

Em 2025, se nada for feito para revogar a lei estadual 22.006, de 4 de junho, o programa "Parceiro da Escola", conseguirá contratar professores.

O programa dará poderes ao setor privado na gestão das escolas públicas paranaenses, assim como a contratação dos servidores.

Será o fim dos concursos públicos.  Pelo menos na área da educação. 

Em breve, poderemos testemunhar os primeiros professores terceirizados do Brasil. 

Uma lástima. 





Referência:

¹https://www.dicionarioetimologico.com.br/trabalho/ (Acesso: 10/06/2024)

Para saber mais:

Lei 22.006, de 2024 em PDF (Assembleia Legislativa do Estado do Paraná)

https://www.aen.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2024-06/pl345.2024lei22.006.pdf (Acesso: 11/06/2024)

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Hapvida: "Ter que pagar pra nascer, ter que pagar pra viver, ter que pagar pra morrer"

Valores a serem pagos.

Quando você pensa que já viu de tudo, eis que aparece uma novidade daquelas.

O Hapclinica Distrito - Hapvida, localizado na Avenida Buriti, Distrito Industrial, que atende aos servidores  da Seduc,  agora tem sua entrada de shopping. Uma bela cancela eletrônica.  

Caso vá de automóvel para o Hapvida, saiba que a cada 1 hora dentro do estacionamento,  fará você desembolsar R$6,00.

O pagamento do estacionamento, segundo informações, está ocorrendo a cerca de três semanas.

Confesso, nunca tinha visto o minúsculo estacionamento do Hapvida, com tantas vagas disponíveis. Era sempre lotado. Quase um milagre conseguir uma vaga.

Sendo uma empresa privada, não cabe a nós criticarmos seus métodos para obter lucros.

Apenas nos causou estranhamento. Como diria a música "Pare o mundo que eu quero descer", de Silvio Brito: "Ter que pagar pra nascer/ Ter que pagar pra viver/ Ter que pagar pra morrer".

domingo, 9 de junho de 2024

O jovem Randolfe Rodrigues

Senador Randolfe Rodrigues (Imagem/Reprodução)

O ano era 1997. Eu fazia parte de um grupo de jovens que trabalhavam em um projeto de Protagonismo Juvenil e Comunicação.

O projeto recebia apoio do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância - UNICEF e da Secretaria Municipal de Educação - SEMED.

Sabe Deus o motivo, fui escolhido pela representante do UNICEF, Ofélia Ferreira, para representar o projeto no evento que iria acontecer em Macapá-AP, chamado "1ª Conferência Estadual de Juventude".

O projeto da SEMED/UNICEF, possibilitou a minha primeira viagem de avião, assim como conhecer outro Estado da Região Norte.

Nada foi mais enriquecedor do que compartilhar momentos com jovens que tinham o espirito cheio de sonhos e utopias. Lutar contra a desigualdade social e por uma sociedade mais justa, era a nossa missão. 

Com os jovens da UJS (Acervo particular)

O refrão da música "Para Juventude", de Naldo Maranhão, Rambolde Campos, Osmar Júnior e Randolfe Rodrigues, ainda ecoa em minha mente: "E não matarão nossa utopia/ não levarão nossa alegria/ não roubarão desse jardim a nossa flor".

Foi nesse evento que conheci Randolfe Rodrigues. 

Randolfe Rodrigues  era um jovem brilhante, tinha o dom da oratória e um intelecto que causaria inveja a muito marmanjo da política naquele tempo.

Randolfe ao centro.

Randolfe Rodrigues tornou-se merecidamente Senador da República Federativa do Brasil, pelo Estado do Amapá.

Eu voltei para Manaus, mais convicto do que nunca, seria professor. Esse seria o caminho para construir o país que sonhávamos. 

Com muito orgulho e honra, tornei-me professor. Conquistei o que sempre sonhei e almejei.

Em minha mente continua a ecoar: "E não matarão nossa utopia/ não levarão nossa alegria/ não roubarão desse jardim a nossa flor". 

A luta continua, sempre!

  

sábado, 8 de junho de 2024

Geraldo Vandré: o gênio que criou "Para não dizer que não falei das flores"

Geraldo Vandré - Imagem/Reprodução

Nascido em 12 de setembro de 1935, o advogado paraibano Geraldo Pedrosa de Aráujo Dias (89), sempre "advogou em causa própria". O mesmo é conhecido pelo nome artístico de Geraldo Vandré.

Geraldo Vandré, músico, poeta e compositor é o gênio que criou a música "Para não dizer que não falei das flores", canção que praticamente virou o hino que marcou toda uma geração que enfrentou o período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985).   

Também conhecida como "Caminhando e Cantado", foi essa canção que consagrou Geraldo Vandré como um dos grandes músicos do país.

Mas, a música que consagrou Geraldo Vandré, levou-o ao exílio e a prisão.

Era o ano de 1968, quando foi decretado o Ato Institucional Número 5, o  AI-5, no governo de Artur Costa e Silva. O AI-5, dava total poder ao governo militar. Entre eles, o poder de censurar e prender qualquer individuo que se opusesse ao regime militar.

Artur Costa e Silva - Imagem/ Reprodução

Muitos artistas foram presos e exilados do Brasil. Geraldo Vandré, que iria realizar um show em Brasília, optou pelo autoexílio, indo para o Chile, passando por países da América Latina e Europa.

Retornou para o Brasil, em 1973. Foi preso pelo Departamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna - DOI-CODI, que era uma agência de repressão política subordinada ao Exército. Nos porões do DOI-CODI, muitos estudantes, intelectuais e artistas foram torturados e mortos, como o caso do jornalista Vladimir Herzog.

Vladimir Herzog - Imagem/Reprodução

É nesse período que literalmente morreu o artista e surgiu o mito. Geraldo Vandré, abandonou os palcos e passou a viver no anonimato, dedicando-se ao serviço público.

O que teria acontecido durante o período em que foi preso? Que tipo de tortura sofreu? São questionamentos que Geraldo Vandré, nunca respondeu. 

Em suas entrevistas, Geraldo Vandré é cauteloso com as palavras. Parece censurar cada frase, demostra viver em um eterno exílio mental.

Para saber mais:

Geraldo Vandré / Canal Livre: https://www.youtube.com/watch?v=4gy8z5OMjVs 

Cantor símbolo da luta contra a ditadura militar sofreu "lavagem cerebral" para abandonar a carreira? https://www.youtube.com/watch?v=bRkuGr6VrxQ

Geraldo Vandré - Entevista: https://www.youtube.com/watch?v=uIb-QqS29ik 

quinta-feira, 6 de junho de 2024

SEMED e UEA, oferecem especialização para professores da Escola Municipal São Luis

Professora Angélica Dias

Encerrou hoje (06/06), o primeiro semestre do Curso de Especialização Educação Especial Inclusiva em Contextos Interculturais.

O curso de especialização é uma parceria das instituições SEMED/UEA. 

Dessa formação,  participam cerca de 25 professores da Escola Municipal São Luis. 

A escola está localizada no bairro Colônia Antônio Aleixo, DDZ - Leste 2, foi uma das selecionadas para desenvolver essa formação com os docentes.

Docentes em formação

O que chama atenção nessa especialização é a metodologia: enquanto os professores estão em formação,  os alunos de diversos cursos de licenciatura da UEA,  encaram a realidade da sala de aula.

Para as alunas Alessandra Aguiar (22), curso de Pedagogia, e Luana Maia (19), curso de Letras, é uma experiência única. 

Alunas Alessandra e Luana da UEA.

"Eu acho que é uma experiência  boa para saber como é a sala de aula. Saímos da faculdade com essa experiência que poucos têm". Comentou Luana.

Alessandra afirmou que gosta da experiência. "Eu acredito que prepara para a sala de aula. A gente atua realmente como professora ", comentou a futura pedagoga.

Já a professora Angélica Dias, que trabalhou esse primeiro momento com a formação dos docentes,  considera que "o processo de aprendizagem é um movimento permanente na vida docente. Essa pós vem com o intuito de auxiliar e acolher o momento que vivemos em relação a inclusão, possibilitando um espaço de troca de experiências e novos conhecimentos". 

O retorno está agendado para o mês de agosto.


segunda-feira, 3 de junho de 2024

Será o fim da escola pública?

Imagem/Reprodução 

Foi dado hoje (03/06), o primeiro passo para o fim daquilo que conhecemos durante toda a nossa vida como "escola pública".

Parece dramático demais, mas a história nos revela ao longo de 300 anos de escravidão,  onde os negros não tinham direito a educação, a moradia, a salário... não tinham direito a ter direito,  é uma demonstração da vocação da elite burra brasileira.  

Manter o pobre em seu devido lugar, a senzala. 

Estudar é um luxo, que só tem serventia aos ricos. 

No Paraná,  o processo de privatização foi iniciada.  Uma vitória do Governador Ratinho Jr.

Tinha que ser um rato! 

Perdeu os professores, os alunos, a sociedade. Agora vamos observar os estragos.

Será o fim da escola pública?