terça-feira, 30 de abril de 2024

Escola Estadual Gilberto Mestrinho: 37 anos de história

Aconteceu hoje, dia 30 de abril, no turno vespertino, três dias depois da data oficial do aniversário da Escola Estadual Gilberto Mestrinho, a tão esperada festa de comemoração. Aliás, não é todos os dias que uma escola faz 37 anos de história!

O evento iniciou com as apresentações das alunas do 3° Ano 01, Bruna Suyanna e Daniela Silva que conduziram o evento. Após a fala das apresentadoras, começou a exposição de um belo vídeo produzido pelos alunos do terceirão. 

O vídeo trazia relatos de professores e alunos sobre a sua vivência na escola. Com pouco mais de 10 minutos, a produção audiovisual teve uma boa recepção por toda comunidade estudantil.

Após a apresentação do vídeo, teve início o desfile do Garoto e Garota GM, com os casais: Kleberson Santos e Yasmim Machado 1° 02,  Hiago Cunha e Cibeli da Silva 2° 01, Marcos dos Santos e Bianca da Silva 2° 02, e  Neandro da Silva e Marcela Galvão 3° 01.

Finalmente, as apresentações das maquetes que representavam o prédio da escola. Foram criadas cinco maquetes, sendo a primeiríssima lugar o 2° 02. A representante da turma Karla Paloma, 15, falou "que foi um momento bastante trabalhoso, pois passamos uma semana fazendo cada detalhe da maquete. O material foi caro, mas todos contribuíram, para o sucesso do nosso trabalho".

Os vencedores foram anunciados pelo professor Valdenizo Batista. Apesar de uma certa resistência, não havia dúvida, a maquete do 2° 02, venceu o grande desafio. 












segunda-feira, 9 de setembro de 2019

O desprezo do Ministro da Economia Paulo Guedes pela ZFM

Ministro da Economia Paulo Guedes - Foto/Reprodução

O Ministro da Economia Paulo Guedes, mais uma vez atacou a Zona Franca de Manaus - ZFM. Dessa vez, foi em uma palestra que ocorreu em Fortaleza - CE, no último dia 05.

Segundo Paulo Guedes, o modelo da ZFM, "é antieconômico e tudo mal feito".

A ZFM, sempre sofreu ataques de empresários de outras regiões do país, principalmente do Sudeste, onde se encontra o Estado de São Paulo, o mais industrializado do país.

Criada em 1967, em pleno governo militar, a ZFM surgiu com o objetivo de atrair migrantes para o Norte do Brasil, assim como uma forma de proteger a floresta Amazônica do desmatamento.

A ZFM, não encontra-se apenas no Amazonas, mas também no Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. Gera a grande maioria dos empregos diretos e indiretos no nosso Estado.

Ao longo de cinco décadas, a economia do Amazonas tornou-se refém da ZFM. No momento, é nítido que não temos um plano "B", para enfrentar uma possível extinção desse modelo econômico.

O Ministro Paulo Guedes, ao expressar a sua insensibilidade quanto a ZFM, demostra que não tem conhecimento sobre a importância  dela para o povo do Amazonas.

Atacar e destruir a ZFM, é como voltar ao período do ciclo econômico da borracha. Será um total desastre para a nossa economia. Um retrocesso para a nossa sociedade.

Em seu livro "Manaus - Amor e Memória", o escritor e poeta amazonense Thiago de Mello, descreve que após a decadência da economia do látex,  apenas restaram "os pobres, os ratos e as baratas em Manaus". Pois, os pobres não tinham como pagar uma passagem de navio para deixar a cidade. A elite foi embora, depois que explorou ao máximo a borracha Amazônica.

É preciso repudiar qualquer forma de ataque contra a Zona Franca de Manaus. Principalmente contra o liberalismo selvagem que tanto defende o ministro de Jair Bolsonaro.

domingo, 8 de setembro de 2019

Yesterday: não é um grande filme, mas vale muito a pena assistir

Imagine se apenas você lembrasse dos Beatles - Imagem/Divulgação

Quando vi pelas redes sociais o trailer do filme Yesterday, achei uma grande sacada a ideia de uma única pessoa no mundo - no caso do filme, apenas três pessoas - lembrarem da obra dos quatro garotos de Liverpool: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Os caras que criaram a maior banda de todos os tempos: The Beatles!

A história do filme conta um amor mal resolvido ainda na adolescência, entre os protagonistas Jack Malik (Himesh Patel) e Ellie Appleton (Lily James).

Depois de um apagão global, Jack sofre um acidente e acorda no hospital. Ao ser liberado, é recebido pelos amigos e ganha um lindo violão. Jack, cantar a música que é título do filme. 

Todos ficam emocionados com a canção, mas ninguém sabe quem é o compositor, e acham que é o Jack. Ninguém lembra dos Beatles!

Jack, passa então a cantar as músicas dos Beatles em bares e poucos conseguem enxergar o potencial das melodias e das letras nas canções. Jack, passa a pensar que o problema não é a música, e sim, ele próprio. 

Talvez lhe falte talento, ou alguém com sensibilidade para reconhecer a grandiosidade das músicas que cantava. Foi o que ocorreu. 

Convidado para gravar uma demo num estúdio caseiro, as músicas são divulgadas em vídeos, via internet. O sucesso é imediato e chama a atenção de uma grande gravadora, que tem a intenção de apenas lucrar com o "talento" de Jack.

Jack faz um grande sucesso nas redes sociais e em pré-show de um artista já reconhecido pelo grande público, quando descobre que não é o único que se lembrava das músicas dos Beatles. Havia dois personagens que também lembravam da banda de Liverpool.

Neste encontro, Jack consegue o endereço de um dos Beatles. A lógica seria encontrar os dois Beatles ainda vivos: Paul e Ringo. Mas para a grande surpresa, Jack encontra John Lennon, aos 78 anos de idade. John não havia perdido a vida com quatro tiros,  na noite de 8 de dezembro de 1980.

John Lennon, sem os Beatles e com todo o sucesso que fez, estava vivo e velho, morando em lugar simples e feliz. 

Outra cena muito forte, é o momento em que um dos personagens que lembra da banda, cita mais ou menos a seguinte frase: "o mundo seria muito mais escuro sem as músicas dos Beatles".

No momento em que a sociedade brasileira assisti autoridades  perseguindo livros, como aconteceu na Bienal do Livro, na semana passada no Rio de Janeiro, onde o prefeito Marcelo Crivella, mandou recolher os livros da Marvel, é a demonstração do momento arriscado que corre a nossa frágil democracia. 

O mundo certamente seria muito mais escuro:

Sem livros!

Sem poesia!

Sem música!

Sem teatro!

Sem Beatles!

Sem arte!

O filme Yesterday, talvez não concorrerá a nenhum Oscar, mas já ganhou minha admiração, pela ousadia e genialidade da ideia.


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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Racismo: uma herança de 300 anos de escravidão

Brasil: 300 anos de escravidão - Imagem/Divulgação

O vídeo que foi divulgado ontem, pelas redes sociais, que mostra um adolescente afro-brasileiro, sendo chicoteado com fio elétrico por roubar uma barra de chocolate em um supermercado no São Paulo é assustador!

Traz a tona a barbárie e a memória de pouco mais de 300 anos de escravidão que ocorreu no Brasil. Não queremos defender o ato cometido pelo adolescente, qualquer furto é um erro. Mas a forma como foi castigado pelo seu erro, é inaceitável. 

O adolescente, com o corpo nu, foi humilhado e chicoteado por dois seguranças do supermercado!  

O ato covarde, gerou diversas discussões nas redes sociais sobre racismo. O Brasil foi um dos primeiros países da América a adotar a escravidão e o último a abolir a escravidão. 

O Tráfico Negreiro - tráfico de homens, mulheres e crianças negras - era um negócio extremamente lucrativo. Milhares de negros foram capturados e retirados contra a sua vontade da velha mãe África. 

A economia brasileira, que vai da produção do açúcar, até a produção do café, foram gerados sobre os ombros dos negros escravos. O negro não era visto como um ser humano, mas como uma coisa, um objeto. 

Em 1888, quando foi assinada a Lei Áurea¹, que tornava extinta a escravidão no Brasil, havia apenas dois artigos na nova lei. 

A lei não falava de educação, moradia e tão pouco trabalho assalariado para os negros brasileiros. A nova lei só deixava claro que a escravidão havia sido extinta no Brasil.   

Muitos negros se recusaram a deixarem as fazendas onde eram escravos, isto devido ao futuro incerto. 

Depois de 121 anos da Lei Áurea ser assinada, o chicote ainda estala nas costas dos afro-brasileiros. Dezenas de adolescentes e  jovens negros morrem diariamente nas periferias do Brasil. A escravidão acabou, mas nos deixou uma herança maldita, chamada: racismo! 




Referência:




   

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Sem bolsas, sem sonhos, sem futuro...

Sem dinheiro do CNPq, não há bolsistas - Imagem: Divulgação

Triste realidade no Brasil. Os alunos medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática, que recebem bolsas de R$ 100, poderão perder em breve essa ajuda financeira do Governo Federal.

O Ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes, já decretou que não há verbas para manter as bolsas. Sem bolsas, muitos alunos serão obrigados a desistirem dos seus estudos.

A verba que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico - CNPq -, destina aos estudantes, é muito importante, principalmente para os alunos de famílias humildes.

A Rede Globo, que ajudou no golpe contra a Presidenta Dilma Rousseff em 2016, assim como ajudou no golpe que levou os militares ao poder em 1964, realizou a reportagem que foi apresentada pelo  programa de televisão, Fantástico, no último domingo (01).

Ver a estudante do município de Cocal do Alves (PI), chorando por saber que pode ter o seu futuro prejudicado por causa de uma bolsa de R$ 100, enquanto dezenas de políticos do nosso país roubam milhares e milhares de reais todos os anos dos cofres públicos, é revoltante.

Um tapa no rosto da sociedade brasileira.

Não é preciso pesquisar para lembrar dos fatos de corrupção que já ocorreram e continuam a ocorrer no Brasil.

Quando os políticos brasileiros deixarão de pensar em seus bolsos, e passarão a pensar no povo? 

Até quando vamos tolerar a corrupção, que destrói os sonhos da nossa juventude?

Até quando?


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sábado, 31 de agosto de 2019

I Corrida Gilberto Mestrinho: educação e esporte de mãos dadas

Alunos da Escola Estadual Gilberto Mestrinho - Foto: Profa. Suzy

Ocorreu neste sábado (31), logo pela manhã, a I Corrida e Caminhada Gilberto Mestrinho, realizada pela Escola Estadual Gilberto Mestrinho - Distrito Leste 5 - no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus.  O evento contou com a participação de dezenas de alunos e a comunidade estudantil.  

A corrida, que teve um percusso de 5 Km, tinha como objetivo integrar e incentivar alunos para a prática do esporte.

O evento foi idealizado pela  Professora Daiane Batista,  com a ajuda dos alunos/integrantes do Grupo Estudantil da escola.

Para a professora Daiane, o "evento foi muito positivo, pois contou com a participação de tantos alunos. Sendo que nossa comunidade precisa de mais ações que envolvam esporte e juventude. Hoje foi 100%, para a primeira vez! Ano que vem tem mais!"  

O aluno Andrew Paulo, 2° Ano do Ensino Médio, turno vespertino, foi o primeiro colocado na categoria masculina. Realizou o percurso em 17 minutos travados. Andrew, ficou muito emocionado com a vitória. "Pensei que não ia vencer. Havia um cara na minha frente, mas pensei em Deus e segui em frente. Passei do garoto e venci!". Relatou o campeão.

Na categoria feminina, venceu Larissa Lima,  aluna do 1° Ano do Ensino Médio,  turno matutino. Os vencedores Andrew e Larissa, além de ganharem medalhas, receberam uma premiação de R$ 100,00, cada um.

Grande parte do sucesso do evento se deve ao apoio do Gestor Leonardo Pinheiro, que não mede esforços para ajudar nas atividades extraclasses que são desenvolvidas na escola. 

O Gestor Leonado, fez a seguinte declaração: "Foi uma grande festa, a I Corrida Estudantil da Escola Estadual Gilberto Mestrinho, evento realizado em comemoração ao dia do Estudante. Esporte e educação sempre andaram juntos, e é com muito carinho que foi pensada esta atividade a vocês, foi muito show! Ano que vem tem mais. Obrigado professores e alunos por se envolverem em nossa atividade esportiva, esporte é vida, esporte é saúde".

Mesmo com recursos escassos, a Escola Estadual Gilberto Mestrinho, provou que com criatividade, vontade e muito trabalho, pode-se realizar grandes eventos. Imagine se as escolas estaduais civis pudessem desfrutar os fartos recursos das APMC's das escola militares? O céu seria o limite!

Que outras escolas sigam o exemplo da Escola Estadual Gilberto Mestrinho.

Parabéns a todos! 

Vencedores da I Corrida e Caminhada Gilberto Mestrinho

Masculino:

1° Andrew Paulo
2° Mateus Martins
3° Ronilson

Feminino:

1° Larissa Lima
2° Josefa Vasconcelos
3° Daiane Vitória

Algumas imagens...
Andrew Paulo

Larissa Lima

Largada

Premiação feita pela Profa. Daiane Batista

Diretor Leonardo, professores, funcionários e Grêmio Estudantil

 Prof. Adonay

Momento da premiação

Professores...





segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O amor não tem idade

Macron e Briggite Macron - Foto: Divulgação

A língua afiada do Presidente Jair Bolsonaro não tem limite. Parece que o presidente tem sempre a intenção de criar polêmicas e machucar, sem pensar nas consequências.

A última vítima foi a esposa do presidente da França, a Primeira-Dama Briggite Macron. Após um poste de um meme, feito por um dos seus seguidores, onde há uma descarada comparação entre Michelle Bolsonaro e Briggite Macron.

A primeira-dama francesa, é mais velha que seu marido 24 anos. Um amor que ocorreu na sala de aula. Já que Briggite foi professora do Presidente Macron.

Em um país machista como o Brasil, a relação de uma mulher mais velha com um homem mais jovem, é quase uma aberração! Nosso presidente provou tal situação, por sua incapacidade de perceber que o amor não tem idade.

É lamentável que um chefe de Estado se preste a uma situação tão constrangedora. Enquanto temos problemas sérios a serem tratados no Brasil, como a reforma da previdência, os cortes orçamentários nas universidades públicas e o desastre das queimadas que sofre a Amazônia.

Mais uma vez Bolsonaro perdeu a oportunidade de ficar calado. E mais uma vez, sofreu humilhação diante do mundo, assim como todos os brasileiros.

O Presidente Macron fez a seguinte declaração: "O que eu posso dizer a vocês? É triste, é triste, mas é em primeiro lugar triste para ele e para os brasileiros", afirmou, acrescentando que espera que os brasileiros "tenham um presidente que se comporte a altura".

É triste. Muito triste!

Até quando?